terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

OS NOSSOS REAIS INTERESSES


Uma reflexão sobre os reais interesses dentro e fora da Igreja

Pr. Robson T. Fernandes

Nós somos um povo que muitas vezes chove no molhado (perde tempo com coisas que não valem a pena), anda em círculos (ativistas que não produzem nada de valor real) e ainda busca beliscar azulejo (fazer coisas impressionantes quando as importantes são desprezadas).

Ronald Sider acertou ao afirmar que “o comportamento escandaloso tem destruído rapidamente o cristianismo; e mais, os cristãos afirmam com os lábios que Jesus é Senhor, mas com os atos demonstram lealdade ao dinheiro, ao sexo e a seus interesses pessoais”.

Por que temos tanta dificuldade de reconhecer as nossas próprias distorções internas. Dentro da Igreja!? Por quê? Porque queremos viver uma vida agradável à todos, com milhares de portas abertas ao nosso redor para nos servir segundo nossos próprios interesses na realização de nossos planos e projetos pessoais. Queremos ser agradáveis à todos em defesa própria, e usamos o Reino de Deus para isso. Sempre achamos que estamos certos em tudo e que somos o senhor da razão.
Por que temos tanta dificuldade de reconhecer as nossas próprias distorções internas? Simplesmente porque só estamos interessados em ser ABENÇOADO$, e não importa de onde essas bênção$ venham, desde que venham.

Infelizmente, e de repente, nos damos conta da quantidade de tempo que investimos nos preocupando com questões políticas, econômicas, de saúde, de segurança, de educação e de moradia, tão somente. Nos preocupamos com a situação social do lugar onde estamos porque temos sido atingidos diretamente por isso, e nossos bolsos, saúde, segurança e qualidade de vida têm sido diretamente afetados por isso. Então, essa preocupação é lícita.

Mas, infelizmente, e de repetente, nos damos conta que não temos o mesmo interesse, disposição e garra para tratar da questão da saúde espiritual da Igreja, da segurança bíblico-doutrinária, da economia de Deus, da educação bíblica e da moradia celestial. Afinal, para alguns, o que importa mesmo é livrar Brasília dos políticos corruptos, mas não a Igreja dos falsos mestres.

Nos preocupamos tanto com o desvio de dinheiro de nosso país e com os políticos corruptos e tão pouco com o desvio doutrinário e com falsos mestres corruptos. Por quê? Porque talvez, e só talvez, os nossos interesses sejam outros!

É uma pena, porque deveríamos fazer uma coisa sem omitir a outra.