segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PASTORES DE HITLER: O APOIO DA IGREJA “PROTESTANTE” ALEMÃ AO NAZISMO NA 2ª GUERRA MUNDIAL


Uma reflexão sobre a Igreja do Reich, a Igreja Confessante e a Declaração de Barmen

Robson T. Fernandes

Após a 1ª Guerra a Europa já não dispunha da influência de antes e entrou em uma crise que terminou por desencadear a 2ª Guerra. Mas, nesse período, entre guerras, enquanto a Europa enfrentava crise, países como Estados Unidos e Japão, bem como alguns da América Latina, que não tinham sido “palco da Guerra” tiraram proveito do comércio europeu. Essa Guerra voltou a atenção do mundo para o poderio americano, despertou o conflito entre capitalismo e socialismo e localizou-se no auge da Gripe Espanhola, que dizimou mais vidas que a própria Guerra. Nichols (1985, p.254) afirma o seguinte sobre esse período:

A Primeira Guerra Mundial interrompeu sèriamente a obra missionária, reduzindo as contribuições de manutenção, prejudicando as relações inter-eclesiásticas e criando sérios distúrbios em vários campos. Admirável, porém, é que todos esses prejuízos sérios foram ràpidamente enfrentados e superados. A própria guerra estimulou as missões por ter aproximado muitas partes do mundo com o que fortaleceu o sentimento de solidariedade humana.
A Igreja dedicou-se às missões, pela aproximação entre as nações gerada pela guerra e pelo surgimento da Gripe Espanhola, mas a crise econômica afetou o investimento que havia sido feito até então.

Com a chegada da 2ª Guerra, o cristianismo se viu envolvido de tal forma que a situação foi um pouco mais complicada, tanto por parte dos católicos quanto de muitos evangélicos.

Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, o Papa Pio XII, é conhecido como o Papa de Hitler por sua aliança disfarçada durante a 2ª Guerra Mundial com o Füher[1] do 3º Reich[2]. Ainda, foi o responsável pela elaboração do dogma da assunção de Maria, em 1950, defensor e executor da infalibilidade papal, criada por Pio IX, e proclamado Venerável pelo Papa João Paulo II na década de 1990.

Pio XII tornou-se uma figura polêmica na história, não só pela defesa de alguns dogmas, mas especialmente pelo anti-semitismo. As alianças católicas com o nazismo, através da figura de Pacelli, são confirmadas pelas evidências da submissão católica aos ideais nazistas da época. Nesse sentido, Scholder (apud CORNWELL, 2000, p.147) disse o seguinte:
Hitler declarou, escrevendo para o Partido nazista, em 22 de julho: "O fato de o Vaticano estar concluindo um tratado com a nova Alemanha significa o reconhecimento do Estado nacional-socialista pela Igreja católica. Esse tratado comprova para o mundo inteiro, de maneira clara e inequívoca, que a insinuação de que o nacional-socialismo é hostil à religião não passa de uma mentira".
Pio XII elaborou, aprovou e assinou tratados de cumplicidade e colaboração com o Regime Nazista, sob o comando de Adolf Hitler. Helmreich (1979, p. 245) confirma a afirmação ao fazer a seguinte declaração:
O tratado foi formalmente assinado na secretaria de Estado do Vaticano em 20 de julho, por Papen e Pacelli. Uma foto da cerimônia mostra os participantes tensos, sem qualquer sorriso. Depois, houve uma troca de presentes. Pacelli recebeu uma Madona de Meissen, Papen uma medalha papal e Buttmann uma foto do papa numa moldura de prata. A embaixada alemã em Roma doou 25.000 liras à Santa Sé para obras de caridade.
O fato do Vaticano ter concordado e assinado o tratado citado, é uma clara indicação de que a Santa Sé aprovava a política nazista, apesar das negações feitas na história mais recente e até pelo próprio Pacelli na época. Por isso o catolicismo estava legalmente obrigado a silenciar diante da perseguição contra judeus naquele período.

A “Solução Final”[3] foi o plano elaborado por Adolf Eichmann, que tinha como objetivo eliminar os judeus. Sendo executado nos campos de concentração, nas câmaras de gás. Sobre o acordo com Hitler, Cornwell (2000, p. 158) revela que Henrich Brüning[4] afirmou que “por trás do acordo com Hitler estava não o papa, mas a burocracia do Vaticano e seu líder, Pacelli. Ele visualizava um Estado autoritário e uma Igreja autoritária dirigida pela burocracia do Vaticano, os dois concluindo uma eterna aliança”. Então, a brutal perseguição nazista contra judeus, inclusive contra católicos convertidos ao judaísmo, chegou a sensibilizar alguns bispos que escreveram à Pacelli pedindo que este interferisse, mas nada foi feito nesse sentido. Cornwell (idem, p.177) afirma que no final das contas o papa apenas entregou um bilhete, no qual dizia: “a Santa Sé não tem intenção de interferir nos assuntos internos da Alemanha [...]”.

Em 1950, Pio XII escreveu a encíclica Humani generis (Gênero Humano), em que parte dela, não publicada, afirma que judeus “foram responsáveis por seu próprio destino” e que “a Igreja está interessada apenas em manter seu legado da Verdade [...] Os problemas puramente seculares, em que o povo judeu pode estar envolvido, não são de interesse para ela” (CORNWELL, idem, p. 210-211).

Por outro lado não foi apenas o Vaticano que prestou submissão ao nazismo da 2ª Guerra, especialmente porque estamos tratando de um país que foi berço da Reforma Protestante. Nascimento (2012, p.10) faz o seguinte comentário: 
Alguns autores afirmam que mais da metade do povo alemão era protestante, enquanto 40% era católico. Como aceitar que uma população majoritariamente cristã, que foi o berço da Reforma Protestante, que deu lugar às pregações de Lutero, possa ter cruzado os braços e virado as costas para seus vizinhos, amigos e mesmo parentes de ascendência judaica?
Nascimento (idem, p.11) inicia sua pesquisa revelando que “trabalhar esse tema também se torna importante para entender como a cultura e contexto que cercam o teólogo podem influenciar seu pensamento ou interpretação do texto bíblico”. Sua pesquisa demonstra as razões pelas quais o cristianismo reformado da Alemanha se submeteu ao nazismo, muito embora essas razões apresentadas não justifiquem tal atitude de apoio ao nazismo. Então fica bastante claro que “a população cristã da Alemanha, ao longo de sua história, foi influenciada por diversos pensamentos e teorias que a levaram a não só tolerar, mas aceitar, abraçar e propagar a ideologia nazista durante os anos 30” (NASCIMENTO, idem, p.12).

Nascimento (idem) afirma que com o ressurgimento do comércio europeu no século XIII, muitos judeus foram morar na Europa, onde organizaram o sistema bancário e empréstimos de dinheiro aos europeus, dando inicio a uma certa estabilidade econômica entre judeus. No século XIX, os judeus na Alemanha disputavam empregos com os próprios alemães, aliada a uma chegada cada vez maior de judeus à Alemanha vindos da Rússia, por fugirem do império Czarista. Posteriormente, o casamento entre judeus e alemães foi liberado. Esses empregos ocupados por judeus eram considerados “futuristas”, por oferecerem estabilidade e plano de carreira, como: serviços bancários, comércio, indústria, medicina, direito, jornalismo, arte, música, literatura e teatro. Após a 1ª Guerra, os judeus foram acusados pela crise econômica no país. Em outras palavras, os judeus estavam ocupando posições importantes na sociedade alemã e isto enfurecia a população.

O sentimento popular de alemães em relação aos judeus era desfavorável e antipático. Aliado a isso, vieram as influências intelectuais da época, que prepararam o caminho para a ideologia nazista que influenciou a população como um todo, incluindo cristãos de todas as confissões. Com a chegada do Darwinismo surge o darwinismo social que utilizou a eugenia[5] como meio de seleção de raças. Diante da soma de todos esses fatores, Nascimento (idem, p.22) faz a seguinte afirmação:
[...] à insatisfação crescente da população com a presença e a chegada de cada vez mais judeus, retirando seus empregos e mulheres, os alemãos viram-se em uma condição ideal para o surgimento de ideias e discussões a respeito da necessidade de purificação e exaltação da raça ariana e de seu glorioso passado, com o retorno do culto aos antigos deuses germânicos como um dos carros-chefe.
Portanto, Hitler e seu sistema educacional nazista utilizou a ideia darwinista da sobrevivência do mais apto para afirmar que o homem tinha o direito de ser tão cruel quanto a natureza, ensinando as crianças alemãs a serem indiferentes diante do sofrimento, abdicando de suas próprias consciências, utilizando todos os meios e recursos para isso, incluindo a Bíblia, pois enquanto o apóstolo Paulo dizia “não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20), os nazistas, através da propaganda de Hermann Göring, diziam: “Não sou eu quem vivo, mas o Führer vive em mim!” (NASCIMENTO, idem, p.28).

A sociedade alemã, berço da Reforma Protestante, agora aderia a toda sorte de ismos em nome de um ideal, o ideal nazista, o que incluía darwinismo, cristianismo e hinduísmo. Nesse sentido, Lutzer (apud NASCIMENTO, idem, p.29) afirma que “as crenças hindus formavam o corpo doutrinário dos líderes da SS e ajudaram a justificar a ‘solução final’”. Além desses fatores, sociais, científicos e religiosos, havia os fatores filosóficos e teológicos envolvidos. Friedrich Nietzsche, defensor de um arianismo universal e autor de alguns textos de teor antissemita, foi uma das influências sobre o nazismo, como próprio Lutzer (apud NASCIMENTO, idem, p.38) revela ao afirmar que “Hitler, com freqüência, visitava o museu de Nietzsche em Weimar e posava para fotos em que fitava deleitado o busto daquele grande homem [...] a obra de Nietzsche foi usada [...] para liberar os demônios do inferno”. Isso foi reforçado pela influência que Nietzsche exercia na população alemã, especialmente após a 1ª Guerra, quando suas obras se tornaram bastante populares na Alemanha, tornado-se uma lenda na época.

O liberalismo Teológico, ainda, foi outra grande influência na vida do cristianismo alemão e que o levou a aderir ao nazismo. Isso porque o seu método de interpretação, o Histórico-crítico, trabalhou na desconstrução da ortodoxia bíblica, ao utilizar os pressupostos iluministas para reconstruir uma nova visão da Bíblia e do mundo através das obras de Albert Ritschl, Adolf von Harnack e Ernst Troeltsch. A influência do liberalismo nas igrejas alemãs no século XIX foi assustadora e cooperou, trabalhou, para construir um Jesus diferente daquele apresentado na Escritura, bem como a Sua mensagem. Com isso, passaram a viver um cristianismo diferente daquele pretendido pela Escritura, e por isso viveram um cristianismo que não era Cristianismo.

Todos esses fatores combinados contribuíram para que a Alemanha caminhasse na direção em que andou, já que as ideias de Nietzsche associadas ao Liberalismo Teológico estavam na mente de todos. No período de influência do nazismo a frequência às igrejas aumentou, como revela Nascimento (2012, p.60) ao apresentar os seguintes dados: “Nos anos 20, houve uma média de 50.000 filiações e 200.000 desfiliações por ano. Porém, em 1933, a tendência inverteu radicalmente, com cerca de 325.000 filiações e 50.000 desfiliações”. Então, fica bastante claro que a história demonstrou que o aumento do número de membros em igrejas nem sempre é sinal de avivamento, despertamento ou de fidelidade à Escritura, pois essa distorção alemã fez com que a maioria dos alemães pensasse que ocorreria um “retorno ao cristianismo, na forma de um partido de centro que uniria todos os protestantes em um enorme “partido do povo”” (NASCIMENTO, idem, p.60).  Portanto, a ideia central de liberdade religiosa existente no cristianismo alemão nazista era a de um Cristianismo Positivo, que consistia na liberdade religiosa e permissão de qualquer forma de expressão religiosa desde que esta não prejudicasse a existência do Estado e nem entrasse em conflito com os costumes, regras e imposições da raça Germânica. Em outras palavras, a igreja deveria se submeter a tudo que o Estado determinasse. Isso conduziria à formação de uma Igreja do Reich, unida por meio do ecumenismo religioso e submissão Estatal.

Enquanto os cristãos alemães organizavam a Igreja do Reich, de natureza nazista, Walter Künneth e Hans Lilje fundaram em 9 de maio de 1933 o movimento “Jovens Reformadores” que tinha como proposta manter a integridade da Igreja e sua independência do nazismo. Ferreira (2010, p.15) diz o seguinte:
Em setembro de 1933, reagindo contra a adoção, pela igreja, do Parágrafo Ariano (nova lei que obrigava todos os servidores públicos e suas esposas a “não possuir sangue judeu”), os “Jovens Reformadores” se tornam a “Liga Emergencial dos Pastores” (Pfarrernotbund), fundada pelos pastores Herbert Goltz, Jacob Gunther e Eugene Weschke, aos quais se juntaram Martin Niemöller, pastor da paróquia de Berlin-Dahlem, e Dietrich Bonhoeffer. Seus objetivos eram: (1) renovar a fidelidade às Escrituras e à doutrina; (2) resistir aos que atacavam as Escrituras e a doutrina; (3) ajudar financeira e materialmente aos que eram perseguidos; e (4) repudiar o Parágrafo Ariano. Em 13 de novembro, uma assembléia de vinte mil “cristãos alemães” iniciada ao som do hino “Castelo Forte” foi realizada no Palácio dos Esportes de Berlim, afirmando: (1) a necessidade de se remover todos os pastores que se opusessem ao nacional-socialismo; (2) a expulsão dos membros de origem judaica; (3) a aplicação do Parágrafo Ariano; (4) a remoção do Antigo Testamento das Escrituras; (5) a remoção de aspectos que não fossem germânicos da liturgia; e (6) a revisão do Novo Testamento por meio da adoção de uma interpretação mais “heróica” e “positiva” de Jesus, não mais como o crucificado, mas como rei que lutou contra a influência judaica.
A Liga Emergencial dos Pastores foi dissolvida após uma reunião de alguns líderes com Hitler, quando uma gravação interceptada pela Gestapo revelava que Niemöller e Künneth conversaram sobre a formação da Igreja Livre caso Hitler não aceitasse as suas reivindicações. Mas, antes disso, Karl Barth reuniu trezentos e vinte pastores e conselheiros para uma reunião em Barmen, que apresentava a correta compreensão das confissões na atualidade. Essa reunião foi o marco inicial para a futura Declaração de Barmen, que no Sínodo de Barmen[6], foi apresentada como Declaração Teológica de Barmen[7], produzida por Karl Barth, Hans Asmussen e Thomas Breit. Aqui surge o que é chamado de “Disputa pela Igreja”[8]. Thimme (apud FERREIRA, idem, p.17), deu o seguinte testemunho:
Uma agitação se espalhou pelo grupo de tal forma que os homens começaram a chorar abertamente. De forma totalmente espontânea, sem que ninguém dissesse algo, alguém anunciou: “Agora vamos cantar Nun danket Gott”! [‘Agora, damos graças a Deus’]. Esse foi o ponto alto de Barmen e, em certo sentido, o ponto alto da minha vida, porque com isso, na verdade – e esta era a única coisa decisiva sobre Barmen – determinamos a identidade da igreja.
Ainda, sobre a Declaração de Barmen, Ferreira (idem, p.23) faz o seguinte comentário:
[...] em 31 de maio de 1934 foi aprovada a Declaração Teológica de Barmen, “o mais importante documento que surgiu na igreja desde a Reforma”. Esta não é propriamente uma confissão de fé, mas uma “declaração teológica a respeito da situação atual da Igreja Evangélica alemã”, aprovada num ambiente descrito por vários dos participantes como de “miraculoso senso de unidade”.
A importância dessa Declaração está na clareza e aplicação de suas teses, nas quais fica claro a afirmação da autoridade única de Cristo sobre a Igreja, a afirmação da segurança e unidade da Escritura, o senhorio de Cristo sobre a Igreja, os diversos ofícios da Igreja devem servir à comunidade de fé a não para dominá-la, o reconhecimento do Estado como instituição Divina e a sua ação deveria estar subordinada à Escritura, a Igreja deve proclamar a mensagem da graça libertadora de Deus em Cristo através da Palavra e dos sacramentos.

Com isso, a partir do movimento Jovens Reformadores surge a Liga Emergencial dos Pastores e desta tem início a Igreja Confessante (Die bekennende Kirche), composta por quase sete mil pastores (FERREIRA, idem, p.17). Com a intensificação da perseguição nazista Karl Barth é expulso da Alemanha em 1935 e Hans Kerrl é empossado como Ministro para Assuntos da Igreja, na tentativa de controlar os protestantes. Ainda em 1935 aproximadamente setecentos pastores da Igreja Confessional foram presos porque produziram um documento para ser lido nas igrejas no qual reprovavam os “cristãos alemães” e os “deuses falsos” do nazismo.

Em 1936 a nova liderança da Igreja Confessante assume e, da mesma forma, prepara um documento reprovando os “cristãos alemães”, o antissemitismo e exigindo que o Partido Nazista não interferisse nos assuntos da Igreja. Este documento, enviado à Hitler, marcou o início da perseguição declarada contra a igreja protestante, quando quarenta e oito pastores foram presos e alguns assassinados em campos de concentração. Em 1937 o “Decreto de Himmler” confisca todos os fundos da Igreja Confessante, as ordenações ao pastorado e as escolas e seminários são proibidos. Em 1938 os pastores passaram a ser obrigados a prestar juramento de lealdade a Hitler.

Então, enquanto a grande maioria de pastores e igrejas evangélicas se submetiam ao nazismo e prestavam apoio à Adolf Hitler uma minoria lutava contra os rumos que a Alemanha seguia, e um desses nomes foi Dietrich Bonhoeffer.


NOTAS DE RODAPÉ

[1] Führer é um termo alemão que significa: “condutor”, “guia”, “líder” ou “chefe”. Foi utilizado comumente durante a 2ª Guerra para se referir a Adolf Hitler, o líder da Alemanha Nazista.

[2] Reich é um termo alemão que é utilizado para se referir a Alemanha e significa Reino. O 3º Reich se refere a Alemanha Nazista (1933-1945) porque antes dela o Império Alemão (1871-1918) era chamado de 2º Reich e o Sacro Império Romano Germânico era o Primeiro Reich.

[3] A Solução Final também era conhecida como Solução Final dos Judeus (Endlösung der Judenfrage).

[4] Henrich Brüning foi um chanceler alemão.

[5] Eugenia é uma expressão criada no ano de 1883 por Francis Galton. O termo significa: “bem nascido”. Galton a definiu como sendo o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações, seja física ou mentalmente.

[6] O Sínodo de Barmen foi um concílio que reuniu comunidades luteranas, reformadas e unidas.

[7] Declaração Teológica de Barmen (Barmer Theologische Erklärung).

[8] “Disputa pela Igreja” (Kirchenkampf).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRA, Franklin. A Igreja Confessional Alemã e a “Disputa Pela Igreja” (1933-1937). Fides Reformata XV, Nº 1, p.9-26, 2010.

NASCIMENTO, André dos Santos Falcão. Nazismo e Cristianismo: A relação entre a igreja protestante alemã e o movimento nacional-socialista. São Paulo: Fonte Editorial, 2012.

NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1988.

CORNWELL, John. O Papa de Hitler. Rio de Janeiro: Imago, 2000.

HELMREICH, E. C. The German Churches under Hitler. Detroit: Wayne State University Press, 1979.


SOBRE O AUTOR

Robson T. Fernandes é casado com Maria José Fernandes e pai de Isabela Fernandes. Graduado em Teologia pelo STEC e pelo IBRMEC e Mestrando em Hermenêutica e Teologia do Novo Testamento pelo Betel Brasileiro. Tem se dedicado desde 1998 ao ensino e pesquisa na área de Hermenêutica, Apologética, História, Teologia e Fé e Ciência. É pastor auxiliar e líder da Secretaria de Ensino da Igreja Cristã Nova Vida. É escritor e co-autor do livro “Apostasia, Nova Ordem Mundial e Governança Global” (em co-autoria com Augustus Nicodemus Lopes, Russell Shedd, Norman Geisler, Uziel Santana e Norma Braga).

BLOG: caleberobson.blogspot.com

3 comentários:

  1. Até mesmo Albert Ainsten reconhece o papel da Igreja Católica em salvar milhares de judeus na segunda guerra.Existem outras provas também. A única crítica é que o papa não se manifestou abertamente contra o regime nazista com medo de represálias contra os católicos alemães.

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  2. Até mesmo Albert Ainsten reconhece o papel da Igreja Católica em salvar milhares de judeus na segunda guerra.Existem outras provas também. A única crítica é que o papa não se manifestou abertamente contra o regime nazista com medo de represálias contra os católicos alemães.

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  3. Existem controvérsias que merecem ser exploradas:

    http://cleofas.com.br/lideres-judeus-defenderam-pio-xii/

    http://www.olavodecarvalho.org/convidados/sobran.htm

    http://pt.aleteia.org/2013/08/06/pio-xii-abandonou-os-judeus-durante-a-guerra/

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/11/bento-xvi-diz-que-pio-xii-salvou-mais-judeus-do-que-ninguem.html

    http://www.deuslovult.org/2012/12/30/judeu-sobre-pio-xii-ele-de-fato-salvou-muitos-milhares-de-vida/

    E tem muito mais, tudo isso não passou de um plano de PIO XII e da inteligência secreta do Vaticano em proteger as comunidades católicas dentro de território nazi-fascista e ainda sim salvar outras minorias perseguidas.

    A prática é comum entre os líderes católicos de manter uma diplomacia para manter Igrejas de pé até os dias de hoje.

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